Parece que a humanidade, para ser bem pleonástica, vive em um clico vicioso, parecido com o globo das motos de um circo. Com uma freqüência imensa transita-se para um ou outro extremo da natureza e da experiência vivencial e quando esta no polo X tende a esquecer o polo Y. Isso não é sobre extremidades. Vamos aos fatos:
Gripe
Chega o inverno e a população gaúcha, neste caso, começa a sofrer com os efeitos de temperaturas baixas, aliadas a umidade, calor alternado e outras experiências mais. Como assim, que a lavagem das mãos não se tornou uma rotina em todos os ambientes? Que legado teve-se de uma pandemia?
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Vacina
Em maio de 2026 ainda há pessoas questionando a imunização pela vacina. Queria entender mesmo se essas pessoas acreditam que há um microchip em cada dose de vacina ou se essas vacinas têm outra finalidade. Lembro apenas que, as pessoas que hoje podem questionar as vacinas são porque não morreram de poliomielite, coqueluche, tuberculose e outras doenças mais que a imunização blindou.
Informação
Seria interessante que, ao buscarem informações, façam-na em fontes consistentes, sites oficiais e plataformas confiáveis. Não é possível que a gente continue acessando as informações para nosso cuidado em saúde em ambientes não confiáveis. Ademais, é importante perguntarmo-nos a que damos crédito quando nosso cuidado entra em cena.
Falando em cena
O que fizeram conosco depois da pandemia? Os nossos sentimentos, nossa irmandade, nossas comunhões. Olhar para o próximo como próximo ou como um estranho, um indiferente. E os nossos sofrimentos de dois anos aqui atrás, as enchentes despertaram em nós uma solidariedade tão bonita, é preciso retomar esses comportamentos de quem vive em sociedade para que eles não sejam reduzidos a eventos, a cenas, drama...
- Pessoa é flagrada nua em janela de prédio do campus da UFSM; instituição investiga caso
- Após petição online e apelo de ex-Chiquititas, prefeitura publica editais para repor professores da Emaet
Voltando ao tema
Ser saudável hoje não é sinônimo de ausência de doença, mas é a capacidade que o ser humano tem de adaptar-se a uma nova normatividade biológica que permita criar uma harmonia. É a capacidade de ser resiliente mesmo diante de uma dor ou de uma perda. São Francisco de Assis chama isso de Perfeita Alegria, quando as perturbações não podem apoderar-se da nossa alma.
Homenagem
Vou terminar esse texto deixando minha homenagem para o grupo de ostomizados de Santa Maria, conheci-os de forma indireta e pelo testemunho sinto que eles descobrem diariamente que, as fontes da saúde, nem sempre é ausência de doença, mas é a convivialidade com a doença de forma resiliente.